Este é o primeiro texto de uma série de postagens sobre o Sagrado Feminino, o Despertar da nossa Essência e assuntos relacionados aos ciclos tão importantes que vivemos sendo mulheres (essa potência incrível). As postagens serão escritas pela Alícia Madrid, nossa colaboradora convidada! Hoje, no Dia internacional da Mulher, inauguramos o primeiro post. <3

Mulheres são seres cíclicos e naturalmente criativos, o que nos permite transitar com profundidade entre emoções, estados e atitudes. Você percebe que tem uma capacidade linda de ser forte, determinada, avassaladora, e ao mesmo tempo, sensível, cuidadora e compassiva?

Isso acontece porque temos um espectro de múltiplas mulheres que nos habitam durante nosso ciclo. Temos fases nas quais cada uma delas se levanta, nos guia, e depois volta a adormecer. Esse processo representa nossa profunda conexão com nosso corpo, com a natureza e com o universo, nos trazendo lições e potenciais incríveis.

Por tudo isso, eu gostaria de te apresentar quatro grandes arquétipos femininos que se manifestam a partir das etapas do nosso ciclo menstrual. Suas características estão relacionadas a divindades, estações do ano e claro, às fases da lua.

Fase da Lua crescente/ Pré-ovulatória/ Donzela
Ativa, independente, guerreira, cheia de energia e força como a deusa da caça Ártemis. É nosso lado mais produtivo, mais determinado. É quem começa novos hábitos, domina atividades físicas, lidera com firmeza, analisa com mais objetividade. Ela nos traz ação, praticidade e clareza de pensamento. Essa fase incorpora muitas coisas que são demandadas de nós em nossos trabalhos, hobbies e atividades diárias.

Fase da Lua cheia/ Ovulatória/ Mãe
Neste período encontramos tanto a energia amorosa e cuidadora de Gaya, quanto a sensualidade e atratividade de Afrodite. É o momento em que nos voltamos para os relacionamentos, nos comunicando com mais naturalidade, nos sentindo mais confortáveis com pessoas ao redor. Somos as rainhas nos eventos sociais, exercendo um fascínio e um magnetismo sob as outras pessoas apenas com o brilho do olhar.

Fase da Lua minguante/ Pré-menstrual / Feiticeira
Entramos agora em nossa metade menos conhecida e reverenciada. Associada à Hécate, a Feiticeira é o início do nosso processo de recolhimento e marca o contato com as profundezas do nosso ser. Incompreendida, ela é responsável por trazer à tona nossas sombras, sentimentos reprimidos e questões não-resolvidas, causando sintomas físicos e emocionais que lemos como pragas, mas que na verdade são valiosas oportunidade de crescimento e evolução.

Fase da Lua nova/ Menstrual/ Bruxa-anciã
Chegamos ao momento de maior maturidade do nosso ciclo. A Bruxa-anciã é nosso símbolo de sabedoria e renovação. É ela que limpa e expulsa as energias que não nutrem mais nosso corpo físico e espiritual através do sangue. É uma pena que durante os séculos, fomos ensinadas a ter vergonha e a condenar nossa bruxa. Ela é a nossa mentora, a mulher selvagem intuitiva que honra nossa ancestralidade. Representada pela deusa Perséfone, muitas vezes ela nos pede silêncio, solitude, reflexão e descanso. É muito importante aprendermos a respeitá-la.

É hora de acessarmos novamente essa consciência antiga. Nossa lua continua se manifestando em nossas vidas, mesmo que não a reconheçamos. Muitas vezes ela nos causa estranhamento e acaba sendo mal-interpretada, por isso direcionamos palavras e pensamentos duros à nós mesmas. Confundimos nossa maior beleza com uma maldição.

Conheça sua lua interior. Feche seus olhos e sinta seu corpo, seu coração, seus sentidos, os sentimentos que provocam reações físicas em cada pedacinho do seu ser.

Dentro de você moram essas energias femininas que são uma ponte de conexão com a essência das mulheres do passado, do presente e do futuro. Elas são fontes de conhecimento que nos unem, surgindo com forte potência ou se recolhendo com amorosidade em cada momento do nosso ciclo. Precisamos celebrá-las, pois compreender os processos que acontecem internamente em cada uma nós é reconhecer que somos integradas ao eterno fluxo da vida e à grandiosidade da natureza.

 

 


 

 

Os textos desta série foram escritos por mim, Alícia Madrid, a partir da minha experiência pessoal e dos meus estudos, principalmente baseados no trabalho de Miranda Gray no livro “Lua Vermelha”.

Quem escreve?

Amanda Mol

Amanda acredita na beleza das coisas simples e no poder da nossa intuição! Aquarelar, escrever e criar produtos inspiradores é a sua forma de expressar amor.  @molamanda

Stéfany Freu

Imensa por natureza e entusiasta da comunicação sensível, Stéfany é obcecada por contar histórias, conhecer pessoas, explorar o mundo e descobrir autoestima em tudo que cabe.

 @sejaimensa

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