Helloo! Como você está?

Temos um assunto queridinho para tratar aqui hoje: Café coado! Um método de preparo amado e apreciado por muita gente nesse mundão. Simples, prático e rápido. Mas, com alguns pequenos detalhes e técnicas que fazem toda a diferença no resultado final, sabia?Vem cá que te conto tudo! Sem mimimi, prometo.

A gente conversou sobre as categorias do café no post anterior. Então, eu espero muito que você tenha despertado para o consumo de um café de qualidade especial (se já não o fizer). Esse é o primeiro passo para um bom preparo de café, seja em qual método for. Não tem como fazer uma boa comida com ingredientes ruins, né? Com o café, é a mesma coisa!

O segundo passo é: água filtrada ou mineral! Não é porque você vai ferver que a água pode ser da torneira, ta? Separe um tempinho pra fazer esse teste em casa: um café preparado com água mineral (vale até comprar mais de uma marca diferente no supermercado), um com água filtrada e um com água da torneira. Serão bebidas completamente diferentes. A água da torneira contém cloro e ele não é eliminado na fervura. Isso vai “matar” seu café. Então, melhor evitar! Existem vários questionamentos com relação a ferver ou não ferver a água. E a questão é: o café precisa de calor para que seja possível extrair dele o que há de melhor, suas propriedades. A água fervida não vai “queimar” o café, como costumam dizer. Portanto, água fervida sim, por favor. Você pode até esperar um pouco depois da fervura, não precisa despejar a água imediatamente sobre o café, mas é bom que ela esteja entre 90 e 96 graus.

Terceiro passo: moagem. Já sabemos que um café moído na hora é muito melhor. Mas, se ainda não tiver o seu moedor, escolha seu café queridinho na sua cafeteria preferida e peça que eles moam pra você. A moagem para um café coado é mais grossa que a do espresso e mais fina que a da prensa francesa, por exemplo. Mas existe um mundo de possibilidades neste intervalo. Vai testando, provando, e achando o seu jeitinho. Esse processo é uma delícia!

Sobre o filtro, confesso que ainda vivo uma questão. O de papel gera um lixo diário, o de pano rouba muito do sensorial, da complexidade e é, comprovadamente, anti-higiênico. Sim, eu sei que dói, mas é a verdade. Desculpem as vovós. De qualquer forma, continuo respeitando toda a história por trás dele e a forma afetuosa em que ele se faz presente nas mesas de tantas famílias. <3 Tem que respeitar! hehe

Eu trabalho com o de papel e também preparo o meu em casa com ele. É essencial escaldar (jogar água quente) no filtro antes. Isso vai retirar qualquer resíduo de sabor de papel que exista e que iria atrapalhar a experiência sensorial na sua bebida. Com isso, temos o nosso quarto passo.

Tudo bem até aqui?

Nas fotos que vou compartilhar aqui embaixo estou usando o coador da Hario V60 e não o famoso Melitta. Isso porque o modelo da Hario permite uma extração mais equilibrada. O furo embaixo é maior, e as ranhuras no seu design colaboram para um fluxo de água mais contínuo, além da angulação de 60 graus (por isso o “60” no nome). Mas, se você tem o da Melitta em casa, não precisa descartar! Segue todos esses passos e, na moagem, cuida pra usar um pouco mais grossa. Assim o café não empoça e nem corre o risco de ficar amargo.

Sobre a proporção/diluição, também acredito que você pode ir testando até achar o seu jeitinho preferido. Não acho válido criar muitas regras quanto a isso. Tenta começar com 10 a 12g de café pra 100ml de água e então prove. Prefere mais suave ou mais concentrado? O que você gosta de sentir mais no café? Doçura, acidez, corpo? Isso tudo vai influenciar e, principalmente, o café escolhido pode mudar toda a receita. Uma coisa interessante é a técnica de extração: em 3 tempos (vale lembrar que isso é uma sugestão pra você obter um resultado muito maravilhosinho com o seu café coado, tá? Não quero ditar regras e dizer que só vale se for feito assim. Peloamor! Hehe). Vamos lá:

  1. Pré-infusão: despeje um pouco da água quente sobre o café até cobrir um pouco dele e aguarde 30 segundos. Aproveite a felicidade que vem com o cheirinho incrível desse primeiro momento!
  2. Despeje uma parte maior da água, em movimentos circulares, para ajudar numa extração por igual e pra ela conseguir hidratar todo o café que tem no filtro. Aguarde até chegar mais ou menos em 1 min. É uma das cenas mais lindas que presencio toda vez que preparo um café. E que bom que tenho a oportunidade de fazer isso várias vezes ao dia, todos os dias! 🙂
  3. Despeje o restante da água. Assim que ela secar toda pode retirar o filtro de cima da caneca ou do recipiente que você tá usando. Se você for fazer outra coisa e esquecer o café lá gotejando, isso pode tornar sua bebida amarga e desequilibrada.


da série: queria que foto tivesse cheiro!

Prontinho! Aproveita o seu café e isso tudo pra estudar, aprender e viver novas experiências!

– Dica: quando se trata de café especial, a medida que a temperatura da bebida vai baixando, você consegue sentir mais as notas sensoriais que aquele grão pode apresentar. Por isso, deixa de lado aquela mania de dizer que café bom é aquele que queima a língua e só presta se tomar super quente! Combinado?

Qualquer dúvida me chama: @ursulasfreitas

Se você tá lendo esse post e mora em São Paulo, vem tomar um café comigo lá no OCabral Café! É lá o meu cantinho de trabalho aconchegante, acolhedor, amável e minimalista. Onde fiz essas fotos – pelas lentes do Daniel Tavares – e onde preparo vários cafés deliciosos e cheios de história quase todos os dias da semana. O Dani e a Ana, meus líderes incríveis, cuidam desse espaço com todo amor e tenho a honra de compartilhar esse cuidado e amor com eles. Estarei na janelinha mais charmosa de SP te esperando, tá? Bom papo, café delícia e comidinhas incríveis pra acompanhar não faltam! Nos vemos então? Pessoalmente ou através das palavras.

Um beijo grande!
Com afeto,Ursa.

ÚRSULA FREITAS 
Além de “Soterosergipana”, ariana, comilona e barista, a Ursa é Graduada em Gastronomia e tem MBA em Gestão de Pessoas e Liderança. Sempre buscando sair da zona de conforto, ela foi morar em SP há quase 2 anos e já passou por lugares como Hipokee, Coffee Lab e Purana.Co. Hoje está como freelancer no OCabral Café e se dedica à projetos pessoais como: fotografia de comida, escrita afetiva, estudo e representação de cafés especiais, curadoria da marca Amanda Mol e economia criativa. Seu coração e suas pernas seguem sonhando em viajar o mundo.

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Muito prazer, amanda.

Acredito no poder da nossa intuição e na importância de sonharmos! Admiro o lado simples da vida e como podemos ser felizes aproveitando o bem mais precioso que temos: o agora. Assim como amo desenhar, também gosto de escrever e partilhar palavras e experiências com outras pessoas! Aquarelar, escrever e criar produtos inspiradores é a minha forma de expressar amor! Obrigada por estar aqui.

 @molamanda

Minhas convidadas queridas:

@ursulasfreitas
Comilona profissional, barista e parceira comercial AM em Sampa

@stefanyfreu
Criadora de conteúdo & idealizadora do @sejaimensa

@aliciamadridcr
Humana em florescimento & fundadora do
@dubbantransforma

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