o tal do bloqueio criativo

o tal do bloqueio criativo

Sim. Ele acontece nas melhores famílias. Yes, e nas mentes que exercitam a criatividade neeeeem se fala. Hoje resolvi escrever sobre um monstro não-tão-monstro assim que ronda nossas vidas de…

Sim. Ele acontece nas melhores famílias. Yes, e nas mentes que exercitam a criatividade neeeeem se fala.

Hoje resolvi escrever sobre um monstro não-tão-monstro assim que ronda nossas vidas de tempos em tempos. Que quando chega dá aquele sustinho e nos faz pensar “ah não, nem brinca”  mas quando parte deixa uma boa duma lição!
Um aprendizado necessário porém até então desconhecido.

Entendo o bloqueio criativo como aquela fase em que parece que as energias que temos para criar e emplacar ideias está, digamos, comprometida. Diferente ou menos potente. Simplesmente por estar! Nem sempre há uma explicação lógica ou é resultado de um fato que nos desequilibrou. Ela simplesmente vem chegando, vai te deixando menos focado…distraído…menos abundante…e quando vê perdemos a nossa mira. “E agora, para onde atirar as flechas?”

 

Pois bem. Já vivi esse momento diversas vezes, continuo vivendo e tento aprender com cada uma dessas fases. Esta foi uma forma espontânea e livre que encontrei para descrever como o bloqueio me diz “hello, cheguei”. Mas com certeza cada pessoa vivencia tal momento de formas diversas! O que desejo partilhar e refletir nesse post é: será que em uma fase de menos abundância o bloqueio criativo é tão ruim assim?

Vou te dizer que não, mas durante muito tempo pensei que sim. Como criativos e guerreiros dos nossos próprios sonhos há um cobrança externa e interna (a mais preocupante delas) em estarmos sempre ativos, produzindo coisas e com uma agenda saltitante. Como se precisássemos viver com o recipiente transbordando para não decepcionar ninguém, nem a nós mesmos. De olhos bem abertos com tudo que tem sido feito por aí para nos mantermos “antenados”, “por dentro”, “atualizados”, “conectados”. Será?

De repente, de tantos olhos abertos observando tudo e todos, paramos de observar o mais importante desse TUDO, a nossa voz interna. Aquele silêncio vital que abastece o que há de mais fundamental em nosso recipiente. E quando essa voz grita por atenção, vem a tal fase de menos produtividade. Um bloqueio criativo que encaro como o pedido de silêncio e reconexão. Conexão com o que realmente importa, sabe?

Talvez diminuir a velocidade e mudar rota não seja tão mal assim. Mudei a rota muitas vezes. Me reinventei, desacelerei e substitui prioridades. E foi nas fases de escassez de criatividade que mais refleti, escutei minha intuição, avaliei o que realmente importa e tem significado para minha vida e trabalho, fiz novos experimentos e mudei de direção. Quando tudo vai bem, nos acostumamos com a condição atual (e confortável) e não há tempo para crítica e reavaliação. Mas quando algo sai do eixo e nos deixa em uma situação desconfortável somos obrigados a repensar. E então, fazer mudanças!

 

 

Atualmente estou me dedicando à uma leitura que tem me ensinado muito,”o poder da Alegria”, do escritor Fréderic Lenoir. E li uma frase que me chamou atenção e será bem-vinda por aqui: “Felicidade é continuar desejando o que já se tem” (Santo Agostinho). Se o que temos hoje são dias de menos produtividade, talvez exista um significado nisso. E existirá, pode acreditar. Quem sabe o mergulho da vez deva ser interno e não externo? Encarar com bons olhos, ter paciência e abrir os ouvidos para sua intuição pode ser uma boa pedida. Encontrar felicidade em dias nublados traz o aprendizado que precisamos. Mesmo ainda sem saber que precisamos.

O bom de tudo é saber que dias assim chegam, mas eles vão embora. E quando vão, trazem uma luz e uma potência quase mágicas! Energia renovada, novos ares e uma vontade deliciosa de tentar algo novo.
E só assim entendemos o significado dos dias nublados. Aceitar o que temos hoje é uma lição de sabedoria que tanto precisamos aprender.

Seja em dias de sol ou tempestades, que saibamos absorver beleza e significado. Bloqueios criativos virão e naturalmente, passarão.

Com amor,
Amanda.

 

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